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28 março 0 Comments A+ a-

“Idas e vindas constantes causam estragos maiores do que se pode imaginar. Nada pior do que ser cativado por alguém e, depois, simplesmente ser passado pra trás. Ei, espera! Logo agora que eu abri o meu peito revirado pra você, você vira a cara e não quer mais papo? Te assustei, foi isso? Desculpa, eu achei que você tinha porte o suficiente pra aguentar a minha bagagem pesada. Injustiça é a gente gostar de quem não gosta da gente. E pior ainda: não gostar de quem realmente nos gosta. Olha, se tem uma coisa complicada, essa coisa se chama sentimento. Sentimentos, melhor dizendo, no plural. Eles são os que nos move, porém, ao mesmo tempo, não nos deixa movê-los. Ninguém tem o mínimo de parcela nas decisões que o coração toma. É irônico e ridículo, mas ninguém também tem total controle sobre si. Quantas vezes a gente jurou não ligar, não demonstrar, não correr atrás e, inevitavelmente, gritou aos quatro cantos o que deveria ser silenciado? E mais quantas e quantas vezes a gente tentou sufocar o que sentia, mas acabou com um sorriso bobo maior do que própria boca? Muitas pessoas já tocaram a campainha da porta-central-do-meu-mundo e correram pra bem longe depois de se depararem com o tamanho bagunça que as esperavam. Algumas, por outro lado, também se assustaram com a bagunça, mas quiseram entrar. Uns entraram pra me ajudar a arrumar toda a minha confusão. Outros entraram pra bagunçar ainda mais o que já era desarrumado o bastante. É horrível confiar em outra pessoa de olhos fechados e essa pessoa te cegar com espinhos profundos. Talvez, penso eu, a pior coisa que pode existir é deixar alguém entrar na sua vida e esse alguém, de repente, decidir pular fora do barco e levando tudo que era aproveitável junto de si. O que um dia foi inteiro, passa a ser pedaços dolorosos. E é justamente por não aguentar mais ninguém indo embora que eu me fechei pro mundo e não deixo ninguém entrar.”
-Capitule.

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